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IFSertãoPE desenvolverá Projeto para fortalecer cadeia produtiva do caju em país africano

Na última segunda feira (09/05) a reitora do IFSertãoPE, Maria Leopoldina Veras, e o diretor da Agência Brasileira de Cooperação (ABC) do Ministério das Relações Exteriores ( MRE), embaixador Ruy Carlos Pereira, realizaram a assinatura do Projeto “Fortalecimento do potencial produtivo e de transformação do caju no Benim”. O Projeto, coordenador pelo professor da área de Ciência e Tecnologia de Alimentos do IFSertãoPE, Paulo Sérgio Dalmás, terá como foco a execução de atividades voltadas para o fortalecimento do setor do caju, através da qualificação de pesquisadores, de extensionistas, de técnicos locais e de produtores líderes envolvidos na cadeia produtiva do caju, em Benin, pequeno país africano.


Reitora e embaixador assinaram projeto na última segunda-feira (09)

O Professor Paulo Dalmás já havia participado de missão técnica em Benin, em maio de 2019 com o objetivo de dialogar com responsáveis da cadeia produtiva do caju da República de Benin, identificando carências e potencialidades da cadeia produtiva do caju que serviram de base para elaboração de projeto de fortalecimento da mesma. Em relação ao Projeto “Fortalecimento do potencial produtivo e de transformação do caju no Benim”, inicialmente será realizada missão ao Benim, prevista para segunda quinzena de junho deste ano, com objetivo de conhecer “in loco” a situação do setor do caju, de modo a obter informações que servirão de direcionamento às ações a serem desenvolvidas no país.


Professor Paulo Dalmás já havia participado de missão técnica em Benin

As capacitações ocorrerão de forma a envolver pesquisadores, extensionistas, técnicos locais e e produtores em sua atuação específica, a saber: produção do caju, onde serão abordados desde a obtenção da muda até a colheita do fruto; tecnologias de processamento da castanha do caju; tecnologias de processamento do pseudofruto do caju (maça do caju). Nas tecnologias de processamento serão abordados os fundamentos da tecnologia de alimentos, as Boas Práticas de Fabricação (BPF), tecnologias de elaboração dos diferentes produtos e embalagens; e na área de gestão de custos e de formação de preço de venda.

O projeto terá a duração de 36 meses. Neste período, serão realizadas várias missões ao Benim com professores que irão capacitar/orientar os integrantes da cadeia produtiva local do caju. Ao longo deste período, o IFSertãoPE também receberá missões de benienses, que terão oportunidade de conhecer/qualificar-se diante da realidade brasileira referente a cadeia produtiva do caju. 

Não é a primeira vez que o IFSertãoPE atua em países africanos. Nesta edição da Revista IFSertãoPE, encontre informações a respeito da parceria com Guiné-Bissau, também referente à cadeia produtiva do caju. 

Setor do caju em Benim

A agricultura é a base do desenvolvimento econômico e social do Benim. De fato, o potencial de crescimento econômico do Benim depende amplamente do setor agrícola, que representa atualmente cerca de 33% do PIB e 75% das receitas de exportação, além de empregar 70% da população ativa (INSAE, 2015).

O caju (Anacardium occidentale L.) é um produto cujo interesse econômico não para de crescer no mundo. O setor do caju vem ganhando importância nos países tropicais, incluindo o Benim, onde foi selecionado como um dos setores agrícolas de alto valor agregado a serem promovidos, em razão de:
I) sua grande capacidade de contribuir para a criação de empregos e renda dentre a população, principalmente jovens e mulheres;
II
) sua contribuição para a segurança alimentar e nutricional;
III) sua grande possibilidade de exportação agrícola, ao lado do algodão.

Em 2015, as superfícies cobertas pelas plantações de cajueiro no Benim foram estimadas em mais de 213.000 hectares, com uma produção de aproximadamente 134.000 toneladas (4% da produção mundial), além de ocupar mais 200.000 produtores/as. Embora o rendimento ainda seja baixo (300 a 400 kg/ha), esse potencial de produção de caju permitiu que o Benim ficasse em terceiro colocado no ranking de produtores de caju na África Ocidental, atrás da Costa do Marfim e da Guiné-Bissau.

Apesar do contexto econômico favorável e das iniciativas existentes, existem gargalos e disfunções que travam o desenvolvimento do setor do caju no Benim. Dentre eles, podem ser mencionados:
I) Baixa produtividade das plantações;
II) Carência de pesquisas nas áreas de produção e beneficiamento;
III) Disfunções na organização da comercialização de castanhas;
IV) Dificuldades de abastecimento das fábricas nacionais de beneficiamento de castanha;
V) Carências no que diz respeito à observância das normas de qualidade;
VI) Baixa valorização do fruto do caju;
VII) Falta de sinergia na atuação dos atores do setor;
VIII) Problemas fundiários;
IX) Ausência de sistema de financiamento sustentável para o setor;
X) Baixa criação de valor agregado no âmbito das fábricas;
XI) Baixa competitividade das fábricas de beneficiamento locais, etc.

*Com informações de Paulo Dalmás.

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