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Três histórias inspiradas em alunos do Campus Floresta são publicadas em coletânea nacional sobre Educação de Jovens e Adultos

Inspirados em alunos da Educação de Jovens e Adultos do Curso Técnico em Administração- PROEJA, do IF Sertão-PE Campus Floresta, três textos foram publicados na última edição do livro “Histórias que merecem ser contadas”, lançado no último dia 4 de outubro, pelo Instituto Federal do Rio Grande do Sul, Campus Sapucaia do Sul,  durante o 3º Encontro Nacional do EJA-EPT da Rede Federal de Educação Profissional, Científica e Tecnológica

A participação na coletânea destinou-se a educadores (corpo docente e técnico administrativo) da Rede Federal. Cada campus pôde enviar até três histórias de diferentes autores e que poderiam ser escritas em prosa ou poesia. Os professores de filosofia Eduardo Vergolino, de Administração Elis Magalhães, e de Língua Portuguesa Fabiana Ana Mendes representaram o Campus Floresta do IF Sertão-PE nessa Coletânea.

 
Capa da coletânea com relatos sobre a vida e o dia a dia de estudantes da modalidade de Ensino de Jovens e Adultos

Mariínha é nome da personagem fictícia descrita pelo professor Eduardo Vergolino no conto “Das brenhas da Caatinga”, o qual narra os desafios enfrentados por uma estudante do PROEJA para chegar até a aula de filosofia após percorrer vários quilômetros de caatinga e asfalto em sua bicicleta; além das reflexões sobre o mundo despertadas pelos questionamentos durante a aula. 

De acordo com o autor a personagem foi inspirada nas diversas alunas do PROEJA do Campus Floresta do IF Sertão-PE, que chegam e saem diariamente da instituição em seus “corcéis alados”, principalmente as oriundas das Zona Rural. Para Vergolino assistir essa cena diariamente o faz pensar nos universos particulares dessas estudantes e em como uma instituição educacional como o IF pode mudar algo no mundo delas.

E as histórias de Mariínha não devem parar por aqui, Vergolino planeja lançar um livro sobre a personagem, ainda em 2020

Vergolino conta ainda que a sensação de ter o texto escolhido para figurar na coletânea foi de muita realização “Foi uma surpresa muito grande. Quando você manda um texto você fica sempre apreensivo, esperando o resultado. E quando eu soube que o texto de Mariínha foi o escolhido fiquei muito feliz. Para mim tem uma representação muito forte o fato de contar a história das sertanejas que no desafio da vida buscam forças para estudar visando uma melhoria profissional e a busca por conhecimentos. Mas posso dizer que ainda fiquei mais surpreso, pois o texto de Mariínha foi um dos 3 escolhidos para serem lidos no lançamento do livro. Aí foi quando me emocionei, pois vi a vida de Mariínha sendo lida por outra pessoa numa rede Nacional. Foi uma sensação de muito carinho, êxtase e alegria por ver o nosso PROEJA sendo representado e ganhando o mundo. Foi maravilhoso”, disse o autor.

Aprender com os alunos

Para a professora Elis Magalhães o maior motivo para escrever o texto “Aprender muito mais do que ensinar”, foi compartilhar como tem sido enriquecedor trabalhar com o público do PROEJA. “Desde o início da minha carreira como docente me vejo aprendendo muito mais do que ensinando a esse público. Por serem, em sua maioria, pessoas mais velhas que eu, e com muitas experiências vividas, eles me proporcionam aprender além do conteúdo das disciplinas. Com eles aprendo sobre a vida e tenho aprendido muito a me colocar no lugar do outro. Além disso, aprendo sobre superação e força de vontade. Depois que comecei a trabalhar com eles, percebo que me tornei muito mais sensível”, afirma Elis.


Professora Elis junto com a turma pioneira do curso Técnico em Administração na modalidade PROEJA, no campus Floresta, da qual faz parte uma das alunas personagem no texto publicado na coletânea

E para compartilhar um pouco dessa aprendizagem Elis, que atua no PROEJA há 3 anos e meio, contou em seu texto alguns momentos vividos com dona Liu e Dona Maria José, personagens reais (com nomes fictícios), que foram alunas de Elis no PROEJA Técnico em Administração, no campus Floresta do IF Sertão-PE. Na história o simples presentear com um par de óculos à uma aluna com pouco mais de 40 anos, e a superação diária de outra aluna para participar das aulas após longas horas de trabalho, ensinaram lições importantes para a jovem professora.

Para a autora a oportunidade de contar um pouco sobre a vida dos alunos da modalidade de Educação para Jovens e Adultos é especial. “São histórias inspiradoras e, sem dúvidas, servirão como fonte de motivação para muitas outras pessoas. Não posso aprender sozinha. As histórias de nossos alunos se tratam, em sua maioria, de histórias de superação de desafios, superação de barreiras físicas, econômicas e sociais. As alunas e alunos do PROEJA trazem consigo uma bagagem/experiência de vida que nos ensina muito sobre sermos humanos, sobre nossa prática docente, sobre as relações humanas com pessoas que muitas vezes são bem mais velhas que o professor ou professora. São histórias de amor e busca pelo conhecimento que ultrapassam os limites que para muitos e muitas seriam intransponíveis. Eu gostaria de deixar aqui registrado, meus mais sinceros agradecimentos às alunas e alunos do curso PROEJA (Agroindústria e Administração) pela humanidade, amor e simplicidade que nos fazem cada dia melhores. Espero que tenham gostado do texto!”, disse Elis.

Vivências que inspiram

A turma 2020.1 do PROEJA Técnico em Administração do Campus Floresta foi a inspiração para a professora Fabiana Ana Mendes escrever o texto “ experiências que inspiram”. No texto Fabiana, que é quilombola, faz um relato bastante pessoal sobre os desafios enfrentados por ela e seus pares da comunidade de Conceição das Crioulas em busca de educação, refletindo sobre a realidade da própria comunidade na qual está inserida a professora realiza um paralelo com os desafios também enfrentados pelos alunos da turma do PROEJA, e a alegria e união que contagiaram sua prática docente.


Pórtico de Entrada do IF Sertão-PE Campus Floresta

A professora que iniciou sua atuação no campus Floresta no segundo semestre de 2019, diz que o pouco tempo de contato presencial com a turma do EJA 2020.1 foi o suficiente para se sentir cativada. “É um público que sempre me inspira, por que é um púbico ao qual estamos lá para ensinar, mas na verdade a gente aprende muito mais do que ensina, Como é um público adulto cada um vem carregado de um conhecimento, de uma riqueza, de uma universidade, que se a gente parar para analisar qualquer professor, se ele for um professor aberto, vai mais aprender do que ensinar”, afirmou Fabiana.

Em seu texto a professora de Língua Portuguesa conta como foi o primeiro contato com a turma e situações vividas como os momentos de oralidade em sala de aula, a música, e até mesmo uma urgência médica de uma aluna que a fez deixar a instituição para acompanhá-la ao hospital.  Para Fabiana compartilhar em uma coletânea a própria história e os momentos vividos com os alunos é uma alegria. “Fiquei muito feliz, por que a gente tem que procurar evoluir, viver novas experiências, então eu sempre fui professora quilombola na minha comunidade e neste ano eu me desafiei a ser professora em outro local, o Campus Floresta e com certeza essa experiência já somou muito a minha vida particular e profissional. Quando eu vi a escolha do meu texto para essa publicação eu disse que bom que neste ano também pude disfrutar disso, de ver a minha história contada nessa coletânea, que é especial para mim por ser sobre o PROEJA, eu tenho um carinho todo especial por todas as turmas PROEJA que eu já passei”.


O Campus Floresta do IF Sertão-PE oferta anualmente uma turma do curso Técnico em Administração na modalidade, no período noturno

Fabiana ainda completa “se eu pudesse faria uma coletânea onde os alunos do PROEJA pudessem contar a sua história, Então veríamos ver através desses registros toda a riqueza e a diversidade que eu falo. Cada um traz uma história de vida inspiradora, riquíssima e com certeza essa turma marcou minha trajetória como professora, uma turma que jamais eu irei esquecer”, disse.

O PROEJA foi criado pelo Governo Federal com o intuito de integrar a educação profissional à educação básica, contribuindo para reduzir o número de brasileiros jovens e adultos com baixa escolaridade e não integrados à Educação de Jovens e Adultos (EJA) convencional. 

Clique aqui para ler a coletânea Histórias que merecem ser contadas

Campus Floresta

 

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