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Manejo da caatinga para utilização das plantas forrageiras na alimentação de caprinos e ovinos foi tema de palestra no campus Floresta

No dia 11 de junho aconteceu no auditório do campus Floresta do IF Sertão-PE mais uma das atividades de formação do projeto de extensão “Semeando ações educativas e agroecológicas para o fortalecimento da agricultura familiar no município de Floresta”. Desta vez foi realizada a palestra “Potencialidades Forrageiras da Caatinga”, ministrada pelo professor da Universidade Federal Rural de Pernambuco, Maurício Leite.

 

Maurício Leite, professor da UFRPE em Serra Talhada, ministrou a palestra para estudantes e produtores rurais

O docente iniciou a palestra falando sobre a geologia do semiárido brasileiro e a distribuição de água no subsolo, e correlacionou essa realidade som a pouca possibilidade de realização de irrigação de plantas forrageiras em parte da região do semiárido, devido ao pouco fornecimento de água. “Estudos da Embrapa revelam que apenas 4% do semiárido pode ser irrigados, e 18% tem potencial para a agricultura, no entanto, a grande vocação continua a ser a pecuária, com foco em caprinos e ovinos”, afirmou Leite.

A palestra teve continuidade com apresentação das características do bioma caatinga que tem potencial para a alimentação de rebanhos, o mais importante do semiárido e o único bioma do mundo que é encontrado apenas no Brasil. De acordo com o professor a pecuária no semiárido não pode depender exclusivamente da caatinga e a forma que os produtores podem resolver o problema da fome dos animais em tempo de seca é a realização do manejo pastoril.

Técnicas de manejo pastoril foram apresentadas aos estudantes e produtores presentes, como o rebaixamento de plantas forrageiras por meio de poda, para permitir acesso mais fácil dos animais à fonte de alimento; o raleamento que consiste na realização de cortes seletivos em espécies de pouco valor forrageiro, reduzindo a densidade de plantas na área o que permite que outras espécies possam se desenvolver e servir de fonte de alimentação para os animais; e a técnica do enriquecimento da caatinga que visa a melhorar as condições de produção de forragem, pela introdução de espécies perenes.

De acordo com o professor o manejo da caatinga tem grande potencial para produção alimentícia para animais 

De acordo com o palestrante além dos benefícios para rebanhos, essas técnicas de manejo colaboram para a regeneração da vegetação nativa e otimização do uso dos recursos forrageiros, “por exemplo um hectare de caatinga enriquecida equivale a oito vezes a quantidade de forragem produzida em relação a uma caatinga não manejada”. Ainda de acordo com o docente as técnicas de manejo apresentadas durante a palestra permitem que a forragem produzida seja transformada em feno ou silagem e possa alimentar bem o rebanho durante o período sem chuvas. 

O palestrante encerrou o evento apresentando tipos de plantas forrageiras que podem ser utilizadas pelos produtores de caprinos e ovinos, como a Palma, Pornunça e a Maniçoba. Novas oficinas e palestras do projeto de extensão “Semeando ações educativas e agroecológicas para o fortalecimento da agricultura familiar no município de Floresta”, estão previstas para o mês de agosto.

 

 

 

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