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Semana de Humanidades do campus Ouricuri termina com oficinas, palestra, mesa redonda, mostra artística e pocket show

Com oficinas, palestra, mesa redonda, mostra artística e pocket show chegou ao fim, na última sexta-feira (30), a segunda edição da Semana de Humanidades do campus Ouricuri e primeira Virada Cultural do Centro Nordestino de Medicina Popular.

Alunos estavam empolgados com a oficina de Fanzine

O dia teve início com uma oficina de Fanzine, ministrada por Sophia Branco (Fórum de Mulheres de Pernambuco). O Fanzine, ou simplesmente Zine, é, desde os anos 60, um meio de comunicação independente e de baixo custo, que tem como objetivo a difusão de ideias que não tem espaço na imprensa oficial. Para a oficina, Sophia Branco utilizou recortes de revistas antigas, tesoura, papel e cola. Ela falou sobre a oficina de Fanzine. “Foi bem legal, a participação dos alunos foi muito boa. Vi que eles estavam bastante empolgados e escolheram temas referentes à Semana de Humanidades”, disse. O discente Pedro Moura participou do momento e contou sua opinião. “Foi uma experiência nova e legal. Aprendi bastante e foi incrível por que discutimos temas sobre a Semana de Humanidades”, declarou o aluno.

Discentes vivenciaram formas de textos na oficina de Escrita

Também pela manhã ocorreu a oficina de Escrita, ministrada por Camila Teixeira (Centro Nordestino de Medicina Popular). O objetivo da oficina foi que os alunos produzissem um texto com formato livre sobre o que foi debatido nela. O estudante Taidson Oliveira disse que a oficina foi produtiva e proveitosa. “Foi uma oficina que discutimos sobre o Machismo e pudemos escrever sobre o assunto num formato livre. Foi muito proveitosa e produtiva”, contou.

Professor Hermógenes Moura proferiu palestra “Direitos humanos, drogas e criminalização da juventude negra”

O turno vespertino começou com a palestra “Direitos humanos, drogas e criminalização da juventude negra”, proferida pelo professor da Universidade Federal do Vale do São Francisco, Hermógenes Moura. O docente falou sobre a criminalização das drogas, em especial da maconha, e do aumento do encarceramento de mulheres negras após a promulgação da Lei de Drogas (Lei Federal 11343/2006). No final, Hermógenes Moura deixou a seguinte frase: “ Falemos MENOS de DROGAS, MAIS SOBRE PESSOAS, CONTEXTOS, CUIDADOS e CIDADANIA”.

Ocorreu também a mesa redonda “Juventudes contemporâneas e a construção das liberdades num mundo distópico”, que teve como debatedores Andrey Borges, Juliano Varela (campus Ouricuri) e Íris Maria da Silva (Fórum de Juventude do Araripe)

Logo após, teve início a mesa redonda “Juventudes contemporâneas e a construção das liberdades num mundo distópico”, que foi mediada pela tecnóloga em Design Gráfico do campus Ouricuri, Milena Monteiro, e teve a participação dos debatedores Andrey Borges, Juliano Varela (ambos professores da unidade escolar) e Íris Maria da Silva (Fórum de Juventude do Araripe). A mesa redonda detalhou o conceito de distopia, discutiu os temas “Construção das Liberdades das Juventudes Contemporâneas”,  “Escola sem Partido” e “Relação Professor x Aluno”.  Segundo o docente Andrey Borges, a distopia não existe de forma absoluta, mas citou exemplos dela na atual sociedade como o projeto “Escola sem Partido”. “O projeto Escola sem Partido é um retrocesso em qualquer possibilidade em experimentação de uma sociedade mais democrática e libertária e, por conta disso, é um exemplo distopia”, disse. No mesmo período, foi finalizada a oficina de Dança e Expressão Corporal, ministrada pela dançarina Laís Bione.

No turno noturno ocorreu a mostra artística “Corpo Mulher Performática”, que foi destinada para o público feminino. A mostra tratou de temas como o feminismo e violência contra a mulher e foi apresentada por Cintia de Mello, Laís Bione, Violeta Pavão e Natália Agla. Por fim, a segunda edição da Semana de Humanidades do campus Ouricuri e primeira edição da Virada Cultural do Centro Nordestino de Medicina Popular terminou com o pocket show Mulheres Mundo, que foi apresentado por Hiolanda Oliveira e o professor Alanderson Maxson.

O professor de Sociologia e coordenador da segunda edição da Semana de Humanidades do campus Ouricuri, Juliano Varela, fez uma avaliação do evento. “Foi uma semana bastante positiva e produtiva. Foi evento construído por seis meses. Conseguimos pautar discussões sobre temas importantes como a questão racial, das mulheres, LGBT e indígena. Podemos compreender como está a vida desses grupos”, declarou o docente.

Fotos: Lídio Parente

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