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Terceira edição do Seminário de gênero e sexualidade abordou violência contra mulher e dificuldade enfrentadas por pessoas trans

Construir uma sociedade mais democrática e plural, onde as diferenças sejam acolhidas e respeitadas. Essa  foi a temática que norteou o III Seminário de Gênero e Sexualidade, realizado pelo setor de saúde e assistência social do campus Petrolina do IF Sertão-PE. Durante os dias 23 e 24 de agosto, comunidade acadêmica e sociedade refletiram e debateram questões acerca de violência de gênero, namoro abusivo e permanência de pessoas trans no ambiente educacional.

 
Equipe acadêmica abre oficialmente a terceira edição do evento

No primeiro dia do evento, a psicóloga do campus  Santa Maria da Boa Vista , Erika Freire, apresentou dados de pesquisas que comprovam o aumento da violência praticada contra mulheres nos diversos contextos. Segundo ela, é preciso discutir e envolver toda sociedade, inclusive os homens no debate.

 
Um dos representantes do Grêmio União, Bruno, ressaltou a importância do evento. A psicóloga do campus Santa Maria, Érika Freire, tratou da violência de gênero.

No segundo dia, além de oficina  que  abordou namoro abusivo, houve uma roda de conversa sobre as dificuldades e conquistas de pessoas trans em instituições de ensino. Neste espaço, os convidados, o estudante trans do curso superior em Tecnologia de Alimentos  do Campus Petrolina, Ítalo Thauan,  a estudante trans do curso de Ciências Sociais da Univasf, Micaela Bezerra e a estudante trans que no momento frequenta um curso pré-vestibular, Manuella Tyler, compartilharam suas experiências na escola desde o momento que perceberam que a identidade de gênero não correspondia ao sexo biológico.


Segundo dia do evento abordou as dificuldades de pessoas trans no ambiente social e educacional.

Manuela relatou que desde muito cedo, sentia-se como uma menina, mas os pais demoraram a aceitá-la e ajudá-la na transição de gênero. Ítalo declarou que saiu de casa bem cedo e passou a constituir sua verdadeira família com os amigos, com quem compartilha suas dificuldades e realizações diárias.

 
A tenente da polícia militar , Dalete Brandão, e a soldada, Eliane, da ronda Maria da Penha, da cidade de Juazeiro (BA), de forma lúdica, abordaram a temática, com o Jogo do Espelho. 

Já para a estudante Micaela os percursos escolares foram ainda mais difíceis, uma vez que pertence a uma geração anterior aos demais. A estudante relatou as agressões diárias que sofria dos colegas de escola por ser mais feminina do que era permitido socialmente. Chegou a ser espancada e sofrer ferimentos graves na cabeça e no braço que mesmo após a fisioterapia não conseguiu recuperar totalmente os movimentos.

 
Planejamento familiar e Namoro abusivo foram temas de oficinas realizadas pela enfermeira, Chistiane Almeida, e pela assistente social, Karina Leonardo.

A discussão foi mediada pela psicóloga e uma das organizadoras do eventos, Tássia Cavalcanti. Segundo ela, é imprescindível incluir a temática  dentro do ambiente escolar e acadêmico.“Enquanto presidente da comissão do seminário avalio que esta edição possibilitou ampliar cada vez mais espaços para discussão das temáticas envolvendo questões de gênero e sexualidade, e o grande desafio é fomentar no âmbito acadêmico formações continuadas que tenham como público-alvo os/as docentes e técnicos administrativos”, pontuou.

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